Crítica do Filme “Escritores da Liberdade"

Estava vendo algumas coisas no meu pen-drive e achei essa crítica do meu amigo que na época eu falei que iria postar aqui, mas acabei esquecendo, então depois de muito tempo, aí vai a resenha do Diego sobre o filme "Escritores da liberdade".


Setembro de 2015, Diego Santos.


A capacidade que um professor tem de influenciar a vida de seus alunos, tanto pra melhor quanto pra pior, é chocante. Muitos deles não dão valor a incrível profissão que escolheram. Encher a lousa de matéria e exercícios esperando que o aluno compreenda sem nenhum auxílio é tarefa teoricamente fácil, difícil é orientar o aluno a fazer as escolhas certas. Pode ser que essa orientação caiba aos pais, mas o professor tem uma grande contribuição para o resultado final de seus alunos.

Se todos os professores se assemelhassem a Erin Gruwell, não existiria matéria difícil. A escola não seria um lugar entediante. Os alunos não pensariam somente na hora em que finalmente iriam para seus lares.

Ah! A 203... O que falar dessa sala, onde tudo que se aprende é colocado em prática? Nela, os ensinamentos da matéria são aplicados no dia-a-dia. Não simplesmente usando contas, palavras corretas ou qualquer outra coisa, mas desenvolvendo um amor pela vida. Minha maior vontade era entrar na sala 203. Ter a oportunidade de aprender a viver e entender como as diferenças no mundo são apenas meras diferenças. E que às vezes, sem percebermos, acabam se tornando grandes semelhanças. Os assuntos tratados na 203, são coisas que aprendemos na escola, porém que não colocamos em pratica. Apenas olhamos e arquivamos em uma memória inutilizada as matérias, que por fim, não alcançam um objetivo pragmático. 

Erin queria apenas ajudar seus alunos. Ela não precisava da aprovação deles, nem da simpatia de cada um, pois seu objetivo era ajuda-los. Ajuda-los a entender não apenas uma matéria, mas a compreender o mundo em que vivem. A união dos alunos foi uma consequência da aplicação da matéria. O fim do preconceito ou da diferença, veio por meio do aprendizado. A sala 203 se tornou uma casa. O porto seguro de muitos. Onde havia liberdade para se expressar, para viver, criticar sem ser julgado, poder compartilhar problemas e obter ajuda.

Escrever é colocar no papel o que está em seu coração. É falar sem som. É desfrutar das palavras. 

Vejo que a maior conquista da Sra. Gruwell, foi abrir seu armário e ver que todos os seus alunos haviam deixado seus diários para ela, embora para os alunos, escrever fosse algo tão difícil. 

Escrever pode ser muito mais fácil e agradável, quando há liberdade. Quando se alcança a liberdade na escrita, limites não existem, e os objetivos podem ser alcançados. 

A liberdade foi apresentada aos alunos da sala 203. Eles puderam falar de seus problemas, sem receber sermões. Apenas falaram. E ás vezes, falar faz toda a diferença. Faz com que suas preocupações diminuam, os seus medos se calem e suas forças aumentem. 

Erin Gruwell fez com que seus alunos falassem, aprendessem, amassem uns aos outros. Ela formou uma família. Ajudou pessoas que nem conhecia, e os fez se tornarem pessoas melhores. Criou um futuro de alegria para jovens que só viam suas mortes. O mundo seria totalmente diferente se existissem mais professores como a Sra. Gruwell.

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